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'(...)Aconteceu tudo diferente. Vejo a vida que leva e vejo o como é diferente do que pensou, do que queria, do que tanto sonhou. E o que surpreende é a sua alegria. Se contenta em saber que não vai tão longe quanto deveria ir (você sabe que pode); aceita o fato de que seus amigos e colegas não tem nada a ver com a sua personalidade e com seus desejos. Não se revolta por não poder discutir os livros que lê, os filmes que vê, a banda que idolatra, os assuntos que sabe. Não explora a inteligência que tem por medo de ser ignorante. Como assim ignorante? Todos podem ser inteligentes, você só foi além do poder, você é. Aconteceu tudo o que não esperava que acontecesse contigo. Você está começando a pensar pequeno, que nem eles. Está começando a esquecer da importância do seu sonho de ir para a Europa e visitar a Romênia. É, eu não esqueci. Sei que, ao menos, ainda os guarda; enxergo que você tem seus desejos , objetivos, sonhos e interesses guardados dentro...
Acordei procurando o celular ao lado do meu travesseiro. Era madrugada ainda, tudo escuro, minha irmã dormindo no outro lado do quarto. Deitei olhando para o teto e me dei conta da dor terrível que sentia no meu pescoço e da tontura que não passava. Tentei usar o truque de colocar um pé no chão para sentir estabilidade, mas não deu certo.. nunca dá. Comecei a lembrar das poucas coisas que lembrava: a bebida, a amiga, a outra amiga, uma colega, muito, mas muito choro mesmo, o vazio que sentia e a fraqueza que me abateu. Achei que estivesse bem, que não me sentiria mais daquele jeito. Apesar de que é fato que beber deixa a gente muito vulnerável. Afinal, para que eu faço isso, para que eu bebo, por que eu tenho que fazer isso quando saio? Não quero que beber vire uma necessidade, não ficar como o meu tio. Não quero sentir aquele vazio e aquela saudade do meu irmão amplificados cada final de semana em que eu sair com meus amigos. Não quero que eles pensem que eu afogo minhas mágoas e nem...
" Mesmo depois de tanto tempo, é impossível não pensar em você, e quando, por simples curiosidade, leio mais uma vez as suas palavras um flash me invade a cabeça e todo aquele cenário que você montou e combinou com o que escreveu, me fez arrepiar. Era o meu sonho.. aquele que eu tive em agosto de dois mil e nove e não contei para ninguém. E lá está a imagem do meu sonho acompanhada com as ideias da sua cabeça. É inegável a nossa ligação, o nosso laço, as coincidências e as compatibilidades. Somos totalmente compatíveis. Somos daquele tipo de pessoas que podem ficar anos sem se ver que no reencontro, vai ser tudo normal, lindo e certo como deve ser quando se ama alguém. E poxa , você sabe que te amo.. como não poderia? Você não é meu melhor amigo, não é da família, não convive comigo, acho que nem chegou a ser amigo, mas você sabe tudo sobre mim, você consegue me entender como ninguém e sei lá, você combina comigo, entende? Depois de seis anos -é isso mesmo? acho que é meno...
Como andas, Xú? Sabe, meu final de semana foi uma merda.. fiquei num mal humor sexta que você não tem noção e ter que ir para Borborema quando tinha um trabalho de Economia Solidária para fazer não ajudou nada. E quando parei pra pensar, tudo lá me lembraria você.. Borborema é muito você. Da vez que você quase ficou sem calcanhar, de jogar Banco Imobiliário com o Diego e brincar de carrinho com o Lê. E sei lá, eu estou seguindo minha vida assim como todos, mas tem certos avanços com o qual não concordo.. odeio ver que um puta amigo está sentindo o amor que era seu, que está ocupando um lugar na vida dela que era só seu. Não suporto ver que já faz um mês, que já vejo fotos suas com um sorrisão no rosto. Acho que já aconteceram tantas coisas, tantas mudanças que se adaptar ficou fácil. Quanto ao pessoal está tudo ótimo. A Isis e o Miguel voltaram, vemos os dois sempre que dá. O Bolo não vejo faz tempo. A galere continua sendo a galere, mas o mais legal está acontecendo em Araras.. poxa, ...
No dia treze de março de dois mil e onze me mudei para Araras, interior de São Paulo para começar minha vida de universitária. Sou estudante de Agroecologia na UFSCar e moradora/bixete de uma república feminina onde moram, comigo, treze meninas. Meus últimos quatro meses foram uma loucura e por muitas vezes pensei em desistir do curso, da cidade, das pessoas e da oportunidade pela vontade de ficar perto da minha família e dos meus amigos, afinal, tinha dezessete anos e apenas uns finais de semana em que meus pais viajaram de experiência em não morar com eles. Tomei trote, tomei ralo (nem vale a pena explicar), bebi demais, comi muito alho, cebola, boldo.. Me ajoelhei para muitos veteranos para que eu pudesse me apresentar e lógico, fiz as vontades das veteranas da minha república. Saí da mordomia de ter uma mãe que cozinha muito bem e do conforto da minha querida casa para uma cozinha entregue a mim e às outras bixetes que mal sabiam cozinhar. Chorei muito, mas muito mesmo.. tanto que ...
Não me lembro quando foi a última vez que escrevi alguma coisa aqui no blog e em vez de ficar mal por ter parado de me dedicar à escrita, vou simplesmente escrever, porque preciso soltar em algum lugar essa agonia que está dentro de mim e todos os meus cadernos e canetas estão embalados. Que porra de dois meses foram março e abril. Nem meus dezoito anos sexta-feira salvou. Mudei de cidade por causa da faculdade e foi difícil lidar com a mudança. Eu deveria estar indo para minha república agora e estou pensando em ir só amanhã de manhã; eu ainda adio o quanto for possível minha volta para Araras. Meu avô morreu dia vinte e dois de fevereiro. Meu irmão morreu dia vinte de abril. Mudei de casa depois de sete anos e meio. Ano que vem mudarei de novo, quando a casa que meus pais estão construindo ficar pronta. As vezes pego minha mãe chorando e meu pai deitado na cama olhando o teto. Perdi duas provas na faculdade e em onze dias que fiquei em casa, não abri um livro. Mas não se deixe levar....