Cheguei em casa e coloquei a mochila pesada em cima da cama. Fui direto para o quarto dizendo um alô sem olhares para as meninas. Tirei o notebook, as roupas, o material de estudo e a carteira enquanto o desespero e o pânico tomavam conta do meu peito, da minha cabeça, do meu cabelo, do meu corpo inteiro. Sentia que queria resistir às lágrimas que queriam escorrer, mas não consegui. Logo juntei as roupas da semana passada e, mais uma vez sem olhar para as meninas que dividem a casa comigo, parti para a máquina de lavar roupa. Ao mesmo tempo que queria estar sozinha para que ninguém visse aquelas lágrimas incontroláveis caindo, queria um abraço, um "calma, Marcela, vai ficar tudo bem". E está tudo bem. Mamãe e papai estão bem, assim como a Mari, as vovós e o amor. A faculdade está difícil, mas estranho seria se não estivesse. O trabalho também está correndo tranquilamente. Porém algo rodeia meu mundo em paz. Um assalto a mão armada na rua de casa envolvendo dua...
Now she walks through her sunken dream