Meu padrão é não errar. Tenho um pavor tão grande de errar, de cometer um deslize ou de estar equivocada, que evito o confronto, a exibição, a avaliação. É algo tão forte que sinto a presença desse medo em boa parte da minha vida, das experiências que tive e as que quis ter frente às oportunidades que vieram e eu não as tomei. Meus momentos de coragem e quebrar esse padrão são aqueles que mais me trazem orgulho e aprendizado. E mesmo sabendo de tudo isso, é incrivelmente difícil mudar esse comportamento. Olho para trás, em todas as vivências profissionais que já tive, e sempre protelei a etapa de validação com o gestor ou consulta com um professor, orientador, colega. Hoje meu modus operandi é simplesmente me resguardar como uma profissional solitária que faz tudo por conta e entrega o que precisa com mais da metade do caminho andado. Não me entregar à ideia de que talvez eu não saiba tudo atrasa meus prazos, desorganiza meu planejamento e me coloca em uma posição muito mais vulne...
Now she walks through her sunken dream