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Mostrando postagens de janeiro, 2012

6 - Carta para um estranho

Querido Christopher, é estranho pensar que te adoro desde 2008 quando faziam dezesseis anos que você tinha falecido. Te conheci numa das fases mais peculiares da minha breve vida, aquela em que eu não sabia nada sobre mim, pensava apenas em viajar, viajar, viajar. Veio de você minha primeira inspiração de simplesmente largar tudo e ir embora, cair na estrada, conhecer pessoas diferentes, viver apenas com o necessário, andar sem carro, me virar com quase nada de dinheiro. Lógico que quando comentava sobre essas coisas com as pessoas, a maioria me achava estranha, porque afinal a minha ideia (sua, na verdade), era um tanto utópica. 'Como assim, fugir? Como assim, quase sem dinheiro? Quer morrer de fome, de frio? E sua família, seus amigos?'. Na época apenas levantava minha sobrancelha esquerda como se a pessoa não tivesse profundidade para entender a questão e começava outro assunto. Agora, depois de três anos e pouco, eu vejo que sua situação era diferente da minha. Você não...