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Mostrando postagens de novembro, 2017

Buk para o fechamento de um ciclo

"The problem was you had to keep choosing between one evil or another, and no matter what you chose, they sliced a little bit more off you, until there was nothing left. At the age of 25 most people were finished. A whole god-damned nation of assholes driving automobiles, eating, having babies, doing everything in the worst way possible, like voting for the presidential candidates who reminded them most of themselves. I had no interests. I had no interest in anything. I had no idea how I was going to escape. At least the others had some taste for life. They seemed to understand something that I didn't understand. Maybe I was lacking. It was possible. I often felt inferior. I just wanted to get away from them. But there was no place to go." —Buk,  Ham on Rye , 1982

O melhor lugar do mundo nunca foi um lugar.

Alguns anos atrás deixei a confeitaria Bangalô do centro de Campinas com o coração leve e uma vontade enorme de chorar. Lágrimas de felicidade e aflição ao mesmo tempo. Nesse dia eu tinha me decidido em dizer à pessoa dona do meu afeto o quanto eu gostava dela. Falhei miseravelmente e apenas permaneci sentada à sua frente no banquinho desconfortável sem encosto, com a cabeça para baixo tentando reunir coragem a partir do olhar fixo no pires que suportava meu capuccino. A tarde tinha passado rápido demais, do tempo passado no sebo vasculhando livros até o momento em que um vendedor de rua me chamou de "sua namorada". Agora são dez e vinte de um domingo preguiçoso depois de uma noitada regada a chopp de bar e drinks overpriced  de uma balada que não faz nem um pouco o meu estilo. O quarto está meio escuro graças à porta balcão com poder blackout. Ainda assim, feixes de luz passam pela parte de baixo das portas de entrada e do banheiro e eu consigo identificar o contorno d...

Coisas de Dawson

Há dez anos eu te encontrei nas escadas de pedra da quadra de esportes. Era um dia aleatório, não tinha nada de diferente ou extraordinário. Não me lembro sobre o que conversávamos, mas foi o dia em que eu te chamei de alma gêmea. Assim, despreocupadamente, como alguém que pergunta o que você comeu no almoço. "Alma gêmea, sabe? É como um melhor amigo, só que mais. É a pessoa que te conhece como ninguém, que te faz ser alguém melhor. Aliás não, alma gêmea te inspira  a ser alguém melhor e de alguma forma a gente aprende como melhorar sozinho. É uma das únicas pessoas que você leva para o resto da vida, que te entende, te aceita e que acredita em você antes de qualquer pessoa fazer isso, mesmo você. E não importa o que aconteça, você sempre vai amá-la e ninguém vai mudar isso." Era novembro, tínhamos catorze anos e éramos arrogantes, como qualquer adolescente que se acha maduro o é. Agora é novembro, temos vinte e quatro anos e estamos sentados em uma praça às 04:37 da m...