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When will you realize...

 Nós nos apaixonamos por pessoas, por lugares e por coisas. Mas quantos de nós apaixonam-se por si mesmos? Mais do que nunca começo a perceber que é algo que todos precisamos fazer como pré-requisito para todos outros tipos de amor que vamos ter ao longo da vida.
 Antes de qualquer coisa, o que é se apaixonar? Eu pergunto porque quase sempre esse é um conceito meio confuso pra mim: O amor simplesmente acontece? Não me entenda mal, eu sei que o amor entre duas pessoas pode ser uma ocorrência em tanto inexplicável. E eu sou umas dessas pessoas estranhas que acredita em amor à primeira vista. Mas além dos sentimentos que nos fazem acreditar que o amor é um feliz acidente, talvez também seja possível que a culminância das nossas experiências seja o verdadeiro determinante para o que acreditamos, sabemos e experimentamos do amor. Dito isso, talvez se apaixonar não seja tão inexplicável, talvez seja uma escolha que é uma consequência de todas nossas outras escolhas, independente do quão alheios somos à essas escolhas.
 Se apaixonar-se é uma escolha, talvez nós podemos também aprender a escolher por nós mesmos. Uma coisa em que as pessoas normalmente falham é em se perguntar se elas gostam delas mesmas, se elas gostam daquela pessoa no espelho. Por um lado é fácil ser seu pior crítico, a maioria de nós é assim. Mas por outro lado, também é fácil cair no abismo do convencimento, e muitos de nós também é assim. Porém se a virtude fica em dois extremos, e eu acredito que fica, apaixonar-se por si mesmo acontece em algum ponto aí no meio -onde nós apreciamos quem somos e as qualidades que temos, enquanto aceitamos nossas imperfeições e fraquezas com o desejo de melhorar a cada dia.
 Quado você não se ama, há uma expectativa de que a pessoas por quem você se apaixonar vá preencher esse vazio de auto-estima que só cabe a mim e a cada um preencher sozinhos. Mesmo quando nos amam da maneira que merecemos e desejamos, eles não podem nos dar tudo o que precisamos. E uma das coisas que precisamos nos dar é valor próprio. Eu quase sempre discuto com pessoas quando digo 'Você não pode salvar ninguém', mas o que eu quero dizer é que não importa o quanto te amem, eles não podem te dar coisas que você tem que obter sozinho -e seu valor é umas delas, aprender a se amar por quem você é, é uma delas.
 Acabar se apaixonando por si mesmo é tão bonito quanto qualquer outra experiência de amor. É aprender a rir das suas tendências desastrosas e sorrir das suas manias bizarras. É aprender a ser agradecido pelos muitos lados que você tem, perceber que você é único e que merece dar ao mundo a melhor pessoas que você pode ser. Se amar é ser feliz em sua vida sabendo que nesse momento no tempo você é incrível simplesmente por sem quem é.

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