Quando eu estava no auge da minha adolescência, sempre tive alguém para me dizer 'Daqui uns anos você vai rir disso então não leve tudo tão a sério'. De fato, eu dou risada quando relembro as coisas que aterrorizavam minha vida há dois anos atrás, principalmente quando estou junto aos amigos que estavam comigo essa época. Outra coisa que sempre me diziam era para não criar muitas expectativas, pensar sempre no presente e moderadamente no futuro, senão ele nos consumiria.
Isso eu ainda não consigo.
Todos os dias acordo, vou estudar, almoço, estudo mais um pouco, treino meu desenho, passo um tempo na internet. Todos os dias, entre cada atividade do meu dia-dia e mesmo no meio delas, me pergunto o que quero da vida, que carreira vou escolher na terceira vez que prestar vestibular, onde vou estar ano que vem, quem vai estar lá comigo. Todos os dias sonho com o dia em que vou ser '8 ou 80', em que vou trabalhar com o que eu amo e matar essa necessidade inexplicável de viajar. Todos os dias dos últimos três, três anos e meio venho tentando me encontrar.
Meus sonhos e expectativas vão de coisas simples como esperar que dê para ir em um bar com os amigos no final de semana até coisas mais complexas como na possibilidade de casar com alguém que eu amo muito. Tenho vivido à base de expectativas. Muitas vezes elas não são palpáveis, prováveis e previsíveis, mas são o incentivo que preciso para continuar estudando quando não sei qual carreira escolher, quando acordo pensando que estou apenas vivendo para transformar oxigênio em gás carbônico ou quando desisto de sentir alguma coisa já que em um ano os sentimentos mais fortes que tive foram o de dor e perda.
Não quero me olhar no espelho um dia e perceber que diminuí minha vida à sobrevivência. Quero ter a certeza -pelo menos na maioria dos meus dias- que fui o mais feliz que podia ser e fiz o possível para que outras pessoas também sentissem isso.
Isso eu ainda não consigo.
Todos os dias acordo, vou estudar, almoço, estudo mais um pouco, treino meu desenho, passo um tempo na internet. Todos os dias, entre cada atividade do meu dia-dia e mesmo no meio delas, me pergunto o que quero da vida, que carreira vou escolher na terceira vez que prestar vestibular, onde vou estar ano que vem, quem vai estar lá comigo. Todos os dias sonho com o dia em que vou ser '8 ou 80', em que vou trabalhar com o que eu amo e matar essa necessidade inexplicável de viajar. Todos os dias dos últimos três, três anos e meio venho tentando me encontrar.
Meus sonhos e expectativas vão de coisas simples como esperar que dê para ir em um bar com os amigos no final de semana até coisas mais complexas como na possibilidade de casar com alguém que eu amo muito. Tenho vivido à base de expectativas. Muitas vezes elas não são palpáveis, prováveis e previsíveis, mas são o incentivo que preciso para continuar estudando quando não sei qual carreira escolher, quando acordo pensando que estou apenas vivendo para transformar oxigênio em gás carbônico ou quando desisto de sentir alguma coisa já que em um ano os sentimentos mais fortes que tive foram o de dor e perda.
Não quero me olhar no espelho um dia e perceber que diminuí minha vida à sobrevivência. Quero ter a certeza -pelo menos na maioria dos meus dias- que fui o mais feliz que podia ser e fiz o possível para que outras pessoas também sentissem isso.
É assim. Não consigo não esperar por coisas boas demais para ser verdade. Não consigo não criar expectativas de uma vida fantástica. Não consigo não ter sonhos demais. Simplesmente acredito que consigo realizá-los e tenho certeza que vão me levar mais longe do que minhas ideias improváveis já tentaram formular.
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