Pular para o conteúdo principal
Durante dois anos tive meus dois melhores amigos longe de mim. O melhor estava lá no sul, em Joinville e a melhor estava em Sorocaba. Foram dois anos complicados, em que novos vínculos se formaram e velhos foram fortalecidos. Foram horríveis e incríveis ao mesmo tempo. Aprendi muita coisa, me desprendi de muita inocência e amadureci em aspectos específicos por conta dessa separação dolorosa.
Mesmo assim, essas duas pessoas nunca deixaram de ser melhores. Não as únicas melhores, mas as primeiras. Me questionaram muitas vezes se aquele relacionamento era para valer, se eu não estava acreditando demais numa coisa que não iria para frente e essas coisas de gente que só sabe desacreditar. Eu simplesmente dava de ombros e pensava 'Que bando de trouxas.. Eu acredito nas minhas amizades.'
E nunca deixei de acreditar.
Conheço o Eliseu há sete anos e só estivemos juntos mesmo um ano e meio. Conheço a Bianca a mesmos sete anos e convivi com ela a considerando amiga apenas um ano. Quando converso com ele ou com ela é algo inexplicável, é saber o que o outro está pensando sem ter que dizer porque, como ; é entender , tentar entender , fazer de tudo para compreender. É saber dizer 'Segue em frente' e também 'Pera aí, volta.'.
Dessas duas valiosas amizades eu tirei várias lições como por exemplo acreditar no poder de ter um amigo de verdade. Lógico que como qualquer relacionamento, é uma ligação mútua, que depende dos dois lados para dar certo, mas para isso é só acreditar. Se algo como a distância surgir como obstáculo e você já pensar coisas do tipo 'Nunca mais vou ver fulano', pode ter certeza que não vai pra frente.
Enfim, isso foi um belo de um desabafo; um desabafo positivo, entusiasmado. O Eliseu voltou de Santa Catarina esse ano e se não nos vemos por mais de quatro dia já começo a sentir um vazio. A Bianca ainda está em Sorocaba, mas hoje conversei com ela.. um longa e aliviadora conversa que acabou num acerto de compromissos: tenho que ver que horas que ela chega semana que vem na rodoviária para eu poder ir pegá-la e tudo mais.
Eu já cortei pessoas da minha vida sem dificuldade nenhuma e , não sei como nem se de fato acontece, mas eu percebo quem vai estar comigo quando esse ano acabar e cada um for para o seu canto e quem não vai estar. É ano de vestibular, de decisões, de caminhos a serem tomados e nem todos da 'gal' vão sobreviver. Eu sei disso, sei até de alguns rostos que demorarei anos para rever. Porém sei também quem vou levar comigo, em quem vou confiar um pedaço de mim.. Eu acredito nisso, acredito que possa dar certo.
Bom já é tarde, já falei demais e é hora de parar de enrolar aqui.
Beijones.

Comentários

Franzé Oliveira disse…
Oi menina linda, sobre suas amizades me fez lembrar "O Pequeno Princípe". Lembrei desse trecho:

" - Não – disse o príncipe. – Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?

- É algo quase sempre esquecido – disse a raposa. Significa “criar laços”…

- Criar laços?

- Exatamente – disse a raposa. – Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…

- Começo a compreender – disse o pequeno príncipe. – Existe uma flor… eu creio que ela me cativou… ".

Você é uma flor que cativou, viu?
E a mim também.

Beijos menina que adoro.