"Um dia resolvi abrir bem meus olhos e vi que o mundo era todo amarelo, rosa, vermelho, vinho, laranja, roxo sem contar as variações dessas cores. O chão era todo de areia fofa, não existia asfalto e muito menos carro. Eram ruas de areia para pés bem dispostos e admiradores da biodiversidade que cobria a ilha inteira, porque sim, era uma ilha de 15 km de extensão.
Então, dei de cara com essas três pessoas que pareciam ser meus amigos, me abraçaram e uma delas segurava firmemente a minha mão.
Seguimos por um dos caminhos de areia fofa e demos de cara com um deque de madeira que parecia ser de outro mundo: era marrom, cinza, verde-musgo, branco, azul-marinho, bege.. cores meio sem graça.
Tentei parar de prestar atenção nas cores e quando olhei para o lado as pessoas sumiram e minha mão não segurava a de ninguém. Porém apareceu um barco enorme, branco, alto. Parecia vazio e eu sabia que ele era para mim. Estava indo embora.
Então fechei os olhos e pulei e fui parar na locadora e revi uma daquelas pessoas amigas e ela me deu um filme um abraço apertado. Disse para eu assistir e não me demorar.
De volta ao deque, ao abrir dos meus olhos, vi minha mãe chorando e esperneando dizendo que eu não iria, que era inaceitável e que eu nunca voltaria se eu fosse.
E nervosa, eu respondia:
-Não, não! Não vou ficar, vou embora pra Ilha doce, porque as abelhas estão me chamando; elas terminaram a minha ilha, a mais linda, doce e açucarada de todas.
E fui. O barco grande e branco me chamava e embarquei. Num flash, estava na minha ilha.
Um lago apareceu e vi essa mulher bonita que empurrava o filho com uma bóia na água escura das sombras das árvores ao redor. Queria ter certeza que estavam tão felizes como eu.
Então subi a rampa de madeira, saí do lago e dei a volta na ilha, vendo que não existiria trabalho melhor, não existiria lugar que fosse mais eu do que esse. Eu pertencia à esse lugar.
No flash em que cheguei, voltei ao lugar das cores de verão e lá estavam todas as pessoas, os amigos e minha mãe. Os abracei forte.
Entusiasmada, comecei a dizer sobre a ilha que as abelhas fizeram e que os levaria para lá, porque lá era o lugar certo, era o meu lugar, o nosso lugar.
Só sei que quando fechei os olhos para deixar as lágrimas de emoção caírem, estava num lugar cinza, verde-musgo, preto, azul-marinho e branco. Tinha asfalto, carros, rostos contorcidos de stress e pouca , pouquíssima cor de verão.
Perdida no mundo monocromático e depressivo que os stressados à minha volta dizia ser o real, acabei diminuindo e desaparecendo por dentro.
Meu fora foi achado largado em algum ponto do asfalto super cinza do mundo real.
Disseram que no óbito se via o seguinte:
Causa da morte: Hipoglicimia. "
Então, dei de cara com essas três pessoas que pareciam ser meus amigos, me abraçaram e uma delas segurava firmemente a minha mão.
Seguimos por um dos caminhos de areia fofa e demos de cara com um deque de madeira que parecia ser de outro mundo: era marrom, cinza, verde-musgo, branco, azul-marinho, bege.. cores meio sem graça.
Tentei parar de prestar atenção nas cores e quando olhei para o lado as pessoas sumiram e minha mão não segurava a de ninguém. Porém apareceu um barco enorme, branco, alto. Parecia vazio e eu sabia que ele era para mim. Estava indo embora.
Então fechei os olhos e pulei e fui parar na locadora e revi uma daquelas pessoas amigas e ela me deu um filme um abraço apertado. Disse para eu assistir e não me demorar.
De volta ao deque, ao abrir dos meus olhos, vi minha mãe chorando e esperneando dizendo que eu não iria, que era inaceitável e que eu nunca voltaria se eu fosse.
E nervosa, eu respondia:
-Não, não! Não vou ficar, vou embora pra Ilha doce, porque as abelhas estão me chamando; elas terminaram a minha ilha, a mais linda, doce e açucarada de todas.
E fui. O barco grande e branco me chamava e embarquei. Num flash, estava na minha ilha.
Um lago apareceu e vi essa mulher bonita que empurrava o filho com uma bóia na água escura das sombras das árvores ao redor. Queria ter certeza que estavam tão felizes como eu.
Então subi a rampa de madeira, saí do lago e dei a volta na ilha, vendo que não existiria trabalho melhor, não existiria lugar que fosse mais eu do que esse. Eu pertencia à esse lugar.
No flash em que cheguei, voltei ao lugar das cores de verão e lá estavam todas as pessoas, os amigos e minha mãe. Os abracei forte.
Entusiasmada, comecei a dizer sobre a ilha que as abelhas fizeram e que os levaria para lá, porque lá era o lugar certo, era o meu lugar, o nosso lugar.
Só sei que quando fechei os olhos para deixar as lágrimas de emoção caírem, estava num lugar cinza, verde-musgo, preto, azul-marinho e branco. Tinha asfalto, carros, rostos contorcidos de stress e pouca , pouquíssima cor de verão.
Perdida no mundo monocromático e depressivo que os stressados à minha volta dizia ser o real, acabei diminuindo e desaparecendo por dentro.
Meu fora foi achado largado em algum ponto do asfalto super cinza do mundo real.
Disseram que no óbito se via o seguinte:
Causa da morte: Hipoglicimia. "
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